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DEPRESSÃO

 A DEPRESSÃO COMO DOENÇA CURÁVEL!!!!

Há 100 anos , a explicação dominante a conduta humana, particularmente a má conduta, era o caráter. Palavras como estúpido, malfeitor, criminoso, inábil, dentre outras, eram consideradas satisfatórias para o mau comportamento humano. Louco era aceita para se referir a doença mental. Tais palavras como profecia também são autossuficientes, como por exemplo, pessoas consideradas estúpidas ao invés de sem instrução, não agem em prol de melhorar suas mentes.

Pelo fim do século XIX os rótulos e os conceitos que escondiam as pessoas começaram a mudar. Ao invés de verem as pessoas como estúpidas, passaram a compreender que as mesmas possuíam menos instruções. A ignorância começou a ser vista como falta de instrução e não mais como estupidez. As pessoas empenhadas em reduzir o percentual de falha humana neste mundo, puderam então vislumbrar algo mais, além das dificuldades de superar as condições de criação e do ambiente, puderam admitir ser possível ao indivíduo exercer a escolha de agira sobre si mesmo. A cura das doenças mentais, por exemplo, deixou de ficar exclusivamente nas mãos de terapeutas, medicina e dos manicômios. Passou em parte, às mãos das próprias vítimas.

Muitos de nós já ouviram falar: “Depressão não tem cura, deverá tomar remédio durante toda a vida”. A depressão é uma doença que se caracteriza por um período mínimo de duas semanas em que a pessoa se sente triste, melancólica ou “para baixo”, com sensações de aperto no peito (angústia), inquietação (ansiedade), desânimo e falta de energia. O indivíduo permanece apático, perde a motivação, acha tudo sem graça ou sem sentido, torna-se pessimista e preocupado. Tal estado afeta o organismo como um todo e compromete o sono, o apetite e a disposição física.

A manifestação do quadro clínico é bastante variável. A depressão pode ser intermitente ou contínua, durar algumas horas ou um dia inteiro, durante semanas, meses ou anos. Além disso, a intensidade do sofrimento costuma mudar longo do tempo.

Meu objetivo hoje aqui, é lhes dizer que DEPRESSÃO TEM CURA SIM!!!. Com o desenvolvimento de estudos científicos, tem sido cada vez mais comprovado a importância de se reestruturar a forma de pensar. Temos com exemplo Sophie( personagem de um livro), esta foi vítima durante anos do “dito mal do século”, ou seja, a depressão. Sophie chegou a se considerar como desprezível, sem talento, liquidada, mantinha-se isolada de todos e do mundo, via as coisas ao redor como estando cinzentas, sem brilho, sem cor. Passava horas do dia calada e quando propunha a falar, ruminava sobre a vida, acreditando que o universo conspirava contra ela. Chorava, sentia-se feia, sem atrativos e mantinha-se em grande parte do tempo de mau humor. A depressão dela tinha como um núcleo explicativo o pessimismo. Esta tem sido uma depressão típica em que muitas pessoas tem experimentado, vivido em números cada vez maiores.

A boa notícia sobre Sophie é que ao invés de manter-se presa apenas em medicamentos, a mesma passou a fazer terapia, aprendendo assim a pensar de forma mais ampla. Percebeu que seu mundo exterior, pelo menos em princípio não se alterou, mas sim a forma como ela pensava sobre este mundo deixou de ser a mesma. Tornou-se mais ampla, otimista, confiante. Uma mudança em relação ao pensar sobre si e sobre ao seu redor rica e considerável.

O que tem sido comprovado cientificamente é que quando você diz coisas sem sentido a você mesmo, a tendência é passar a acreditar nelas. Isto porque acha que a fonte: VOCÊ, é mais confiável. Engano seu, muitas vezes distorcemos as coisas, a realidade, as palavras mais do que os bêbados o fazem. Neste sentido por exemplo, alguém vem lhe elogiar, e você logo pensa: “Está apenas querendo me agradar” e com isto tende a acreditar mais no que pensou ao invés de considerar o elogio que recebeu...

São muitos as abordagens em psicologia que estudam caminhos na busca da superação da depressão. Todos válidos. Um pode ser útil a uma determinada pessoa, outro pode ser útil para um determinado momento de vida.

Dentro da psicologia foram desenvolvidas muitas técnicas as quais os psicólogos recorrem conforme percebem necessidade no paciente que busca a cura de sua depressão. Conforme o perfil de cada um o psicólogo opta por caminhos que podem ajudar no tratamento da depressão.

Muitas vezes amigos e familiares tentam ajudar na depressão. Conselhos de pessoas que tentam ajudar dizendo que o depressivo "tem que ser otimista”, pode causar mais ansiedade e preocupação.  Já tomei conhecimento de pessoas que passam horas ao lado da pessoa que sofre de depressão apenas relatando tudo o que há de bom em sua vida  e tentando convence-lo de que não tem motivos para se sentir mal pois a vida lhe deu tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz. Mas acredito que estes amigos possam ser úteis também para ajudar esta pessoa depressiva a encontrar ajuda profissional quando necessário.

Sentir-se triste com acontecimentos negativos é natural do ser humano, não considero depressão. Mas podemos começar a pensar em depressão quando os sentimentos referentes a estas situações negativas são desproporcionais ou quando mesmo sem haver situações negativas o sentimento desta pessoa persiste em tristeza.

Muitas vezes o que ajuda na cura é a analise das vivências do paciente  depressivo. Retomar situações vividas pode dar uma luz na identificação da causa da depressão. Até mesmo situações onde não se imaginava que poderiam ser a origem de um desconforto emocional podem ser identificadas e resignificadas no processo terapêutico. O psicólogo pode ajudar a dar um novo olhar para as situações vividas de modo a termos uma nova visão de nós mesmos ou das pessoas significativas ao nosso redor.

Outras vezes a analise de como o paciente está controlando sua vida atual pode ajudar na depressão. Não sentir o controle da própria vida pode ser debilitante.

A rotina, as prioridades de cada um podem levantar o astral ou derrubar uma pessoa. Por exemplo, um foco muito intenso no relacionamento ou na família em detrimento de suas próprias prioridades pode ser a chave para entender a depressão de uma determinada pessoa. Para outra pessoa o inverso pode ajudar, ou seja ser menos autocentrado e dedicar-se mais as pessoas ao seu redor. O interessante é que muitas vezes uma pessoa pode considerar que vive por demais para satisfazer as outras pessoas e pensar que isso seria prejudicial a si mesma, quando em sua psicoterapia ele percebe que o foco que dava as pessoas era da forma errada, ainda seria interessante manter uma conduta voltada para as outras pessoas mas com algumas correções que mudariam muito em sua forma de levar a vida.

Muitas vezes o que a pessoa precisa é apenas de um acolhimento, sem conselhos, sem broncas. Apenas uma pessoa que saiba ouvir. Pois ao se dar oportunidade de falar sem interrupções, sem criticas e julgamentos podemos ter a oportunidade de rever a forma como estamos levando a vida.  Mudando os pensamentos e as interpretações que costumamos fazer podemos mudar nossos sentimentos em relação à vida.

“O que não enfrentamos em nós mesmos, encontraremos como destino” (C.G. Jung)

Drª Carina Almeida Ramos Medina

Psicóloga Clínica e Organizacional.

 Neuropsicóloga.

Hipnoterapeuta.

Especialista em Terapia Familiar Sistêmica e de Casais.

Especialista em Reabilitação Neuropsicológica.

Personal e Executive Coaching.

www.centrodeterapiaaplicada.com.br



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