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INSÔNIA

 INSÔNIA – COMO DRIBLAR A NOITE PASSADA EM “BRANCO”

Amigo leitor você já vivenciou esta cena?: “ Aos poucos os olhos ficam pesados, as pálpebras vão se fechando, o barulho do ambiente vai sumindo. Você já não ouve mais os planos que estão sendo apresentados na reunião e ou no treinamento, imagens mais agradáveis do que tabelas em Power Point surgem à sua frente – como uma praia. Você está prestes a entrar na água, falta um pequeno empurrão. De repente, alguém o cutuca, fazendo-o acordar no meio da apresentação, daí você retorna a sua realidade e tenta disfarçar que não estava tentando cochilar.”

Acordar com a sensação de não ter dormido nada na noite anterior ou passar o dia cansado, pensando mais na cama do que nos seus afazeres no ambiente de trabalho, são alguns dos reflexos da insônia. Sem contar com a queda de produtividade e os riscos de acidente no trabalho, em função da perda de atenção ou de reflexos.

Uma pesquisa publicada na Inglaterra, diz que uma em cada cinco pessoas perdem o sono, literalmente, por causa da pressão no trabalho. Segundo o neurologista Dr. Flávio Alóe dos Hospital das Clínicas – São Paulo, diz que o estresse proporcionado pelo ambiente trabalho pode ser um dos fatores que atua diretamente sobre as causas da insônia dos brasileiros. “ Cometemos erros e temos maus hábitos frequentes como levar trabalho para casa ou pensar o dia inteiro naquela reunião e ou serviço que não deu certo”, tais atitudes podem propiciar dificuldade de iniciar ou manter o sono, descanso de má qualidade ( o que nós Neuropsicólogos, chamamos de sono não reparador), fadiga durante o dia, baixo rendimento, irritabilidade, mau humor,  lentidão na execução das tarefas, esquecimentos, dentre outros.

Em prol de evitar ser acometido por tais questões, é importante que faça perguntas a si mesmo, tais como: Estou satisfeito com o meu sono? A falta de sono incomoda, a ponto de refletir no meu trabalho e vice-versa? Tenho problemas de falta de concentração?, estas são algumas questões que podem lhe ajudar a mapear a qualidade de seu sono, porém um diagnóstico ainda mais completo pode ser feito com a participação do cônjuge e familiares.

Fatores como maus hábitos alimentares, consumo excessivo de estimulantes como café, bebidas alcoólicas, cigarro, chocolate, barulho da rua, TV no quarto ou até mesmo o colchão que dormimos podem afetar a qualidade do sono. Fatores psicológicos e traços de personalidade também devem ser levados em conta. A insegurança, ansiedade, por exemplo, pode fazer com que a pessoa fique acordada, tentando antecipar os desafios do dia seguinte e imaginando se será capaz de superá-los.

A insônia pode ser inicial, intermediária ou terminal. Na primeira, o paciente apresenta dificuldade para começar a dormir, com duração superior a 30 minutos. Já a intermediária é caracterizada pelo despertar durante a noite, que pode ser de curta ou longa duração. A insônia terminal tem como principal sintoma o despertar precoce, ou seja, o paciente passa a acordar mais cedo do que o habitual e mesmo tentando não consegue mais dormir. E como se não bastassem estas divisões, a insônia pode ser aguda, conforme a duração, crônica e intermitente.

Enfim seja qual for a classificação de sua insônia o importante é reconhecer que esta tem lhe acompanhado e começar a exercitar-se como uma forma de convidá-la a se retirar de sua vida.

No entanto amigo leitor, aguarde que na próxima semana lhes apresentarei algumas dicas terapêuticas para se ter uma boa noite de sono e acordar bem no dia seguinte.

Tenham uma excelente semana e até a próxima edição. Abraços.

Drª Carina Almeida Ramos Medina

Psicóloga Clínica e Organizacional.

 Neuropsicóloga.

Neurotecnóloga.

Hipnoterapeuta Clínica.

Especialista em Terapia Familiar Sistêmica e de Casais.

Especialista em Reabilitação Neuropsicológica.

Personal e Executive Coaching.

 



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