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FUNÇÃO SEXUAL X ÁLCOOL E DROGAS

 FUNÇÃO SEXUAL X  ÁLCOOL E DROGAS

Amigo leitor,muitas pessoas acreditam que as drogas podem servir como afrodisíacos. No entanto, as conexões entre álcool, drogas e função sexual são mais complexas. As substâncias psicoativas podem afetar a função sexual a partir da alteração de neurotransmissores (especialmente a serotonina, noradrenalina e dopamina); pela ação direta ou indireta na liberação de hormônios capazes de aumentar a libido (testosterona, progesterona e estrógeno); ou por atuarem diretamente sobre o fluxo sanguíneo ou outros mecanismos fisiológicos dos órgãos sexuais. 

Álcool: O consumo difundido do álcool em nosso meio fez deste a substância mais estudada quanto a sua ação no desempenho sexual. Seu consumo sempre esteve associado à facilitação do comportamento e do desejo sexual. Simultaneamente, é considerado prejudicial à potência e ao desempenho sexual. Já foi sugerida que a ação depressora do sistema nervoso central causada pelo álcool contribui, direta ou indiretamente, para a disfunção da ereção, redução da secreção vaginal, redução do desempenho sexual e outras disfunções sexuais. 

Homens :Doses elevadas, no entanto, prejudicam a ereção, interferem na ejaculação e causam redução do desejo sexual (libido). Além disso, as expectativas, os estímulos externos e as relações interpessoais também afetam a função sexual e interferem nos resultados observados. 

Há uma pesquisa recente que mostra que 80% dos usuários crônicos de álcool têm apresentado as principais complicações apresentadas no quadro abaixo:

Quadro 1: Principais complicações sexuais entre os usuários crônicos de álcool do sexo masculino.

·  Piora da ereção (tempo e intensidade)

·  Redução dos níveis de testosterona

·  Redução no número de espermatozóides

·  Piora nos testes de desempenho

 

As pesquisas apontam que algumas alterações mostrarem-se em parte reversíveis após a abstinência, mas as queixas de disfunção sexuais podem persistir. Pode haver piora da função erétil, em decorrência de lesões neurológicas, prejudicando-a definitivamente. Além disso, o surgimento de complicações, tais como depressão ou a piora do relacionamento conjugal ao longo dos anos, também afetam diretamente a função sexual masculina, tornando difícil isolar o papel exclusivo do álcool sobre esse assunto. Nas mulheres o processo é o mesmo, ou seja, quanto maior o abuso de álcool e outras drogas, menor será o desejo e disposição sexual.

Tabaco  :Não há na literatura estudos que demonstrem piora ou melhora aguda da função sexual secundária ao consumo de nicotina. Alguns estudos detectaram redução de testosterona e piora da capacidade de ereção em fumantes crônicos. Quanto às mulheres, estudos apontam para a piora dos sintomas menstruais (dor, depressão, irritabilidade, dor de cabeça, dentre outros). Não há estudos acerca dos efeitos da nicotina sobre a função sexual feminina. 

Crack: Para muitos, o crack está associado ao aumento da atividade sexual, provavelmente pelos relatos de prostituição para a aquisição da substância, atitude mais freqüente entre esses usuários do que entre os consumidores de outras substâncias. No entanto, os estudos demonstram justamente o contrário: a maioria dos usuários da substância relata que o consumo de crack diminui a libido e causa disfunções sexuais em ambos sexos.

Anfetaminas & MDMA (Ecstasy) : O ecstasy foi batizado a "droga do amor" e parece possuir impacto direto sobre o aumento da sensualidade e do desejo sexual. Em contrapartida, o mesmo não parece ocorrer com a função sexual. Apesar de atuar sobre o desejo, os usuários com freqüência relatam que a substância impede a ereção e o orgasmo durante o ato sexual. 

 

Maconha : Cronicamente, o consumo de maconha parece prejudicar o sistema reprodutor. O consumo de maconha parece reduzir os níveis de testosterona e outros hormônios, mas os resultados são inconsistentes e o impacto em longo prazo, incerto.

 

Drª Carina Almeida Ramos Medina

Psicóloga Clínica e Organizacional.

 Neuropsicóloga.

Hipnoterapeuta.

Especialista em Terapia Familiar Sistêmica e de Casais.

Especialista em Reabilitação Neuropsicológica.

Personal e Executive Coaching. 



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