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COMBATENDO O USO DE DROGAS

 COMBATENDO O USO DE DROGAS - Edição - V

Amigo leitor, na edição de hoje,  estaremos completando o 1° ciclo de matérias que visaram abordar sobre os efeitos que o uso de substância química pode proporcionar ao organismo, na verdade ainda não falamos por completo sobre este assunto, até porque este é um assunto amplo e muito complexo no que diz respeito à dependência, consequências e tratamento. Em breve retornaremos com o  2° ciclo sobre álcool e drogas.

No entanto visando encerrar este 1° ciclo, hoje veremos um pouquinho a respeito do que se tem sido discutido sobre possíveis tratamentos para dependências químicas.

Em menos de uma década o consumo de cocaína no BRASIL aumentou mais de 100% e hoje em 2014 estamos superando quatro vezes à média MUNDIAL, conforme dados divulgados pelo Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, vinculado à Organização das Nações Unidas ( ONU).  De acordo com o Relatório Nacional de Álcool e Drogas, elaborado pela Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP) em 2012, 5,1 milhões de adultos e 316 mil adolescentes cheiraram cocaína alguma vez, já 1,8 milhões de adultos e 150 mil adolescentes fumaram algum dos derivados da droga. A Organização Mundial da Saúde ( OMS) apresentou também em 2012 que 20 milhões de pessoas usam a cocaína com frequência. Aí nos veem um questionamento:_ até quando o Brasil continuará levantando dados estatísticos e nada fazendo efetivamente, de maneira pontual e preventiva principalmente para combater este grande MAL que tem destruído muitas vidas. Na visão neurocientífica, a dependência química é vista como uma doença psiquiátrica que se desenvolve quando o uso reiterado de narcóticos afeta as propriedades do cérebro. No entanto, o acompanhamento psicológico é fundamental, porém em muitos casos a alteração química cerebral requer uma solução química – isto é, um tratamento com fármacos.

Os índices de recaída no consumo de certas substâncias chegam a ocorrer em 40% a 60% dos casos.  Alguns estudos clínicos relatam que usuários de heroína no que tange ao tratamento com fármacos, tem utilizado a metacona, um ópio sintético que ajuda a diminuir a ansiedade, substituindo assim alguns efeitos da droga. Já a naltrexona, um bloqueador dos receptores opiáceos, ajuda no tratamento de pacientes alcoólicos. Já para a maioria dos usuários de drogas que causam dependência, não existe um antídoto contra os estragos neurológicos que esse hábito provoca no cérebro.

As drogas, além de arruinar a vida dos dependentes, causando doenças vasculares graves e destruir famílias, o consumo compulsivo de drogas representa um custo oneroso para a sociedade, uma vez que alimenta a delinquência e contribui significativamente para a propagação de doenças sexualmente transmissíveis. Portanto caso você detecte dentre seus funcionários/colaboradores que sejam usuários de drogas e ou álcool, é de extrema importância encaminhá-los para acompanhamento psicológico e a partir daí o psicólogo precisa de ter a sensibilidade de encaminhar o referido paciente também para avaliação médica especializada, em prol da inserção de fármacos durante o processo de tratamento. As equipes multidisciplinares possuem papel importante no tratamento de dependentes químicos, juntos estes profissionais, elaboram metas e ações eficazes que possam canalizar de forma positiva a liberação da dopamina ( substância química do “prazer”, que ativa-se ao utilizar drogas) , em outras atividades e em formas de pensar mais amplas para o indivíduo, tratando assim além do que é visto à olhos “nus”, ou seja, o próprio consumo de drogas em si, passa a cuidar também do que muitas vezes não é possível ser visto com clareza nos indivíduos, sendo estes, os fatores internos que propiciaram, contribuíram e ou até mesmo podem permanecer contribuindo para o uso de substâncias químicas, que são os traumas emocionais vivenciados pelos indivíduos, experiências de vida negativas, dentre outros fatores estressantes que fazem parte do processo psicológico das pessoas, que em muitos casos a própria pessoa o desconhece como sendo  agentes causadores do uso de substâncias químicas.

No entanto você que é um gestor de pessoas, que foi contratado em sua empresa, para gerenciar sim processos técnicos de trabalho, mas além disto, sua maior missão é gerenciar vidas humanas, por favor, não faça vistas grossas frente a problemas tão emergentes que tem destruídos vidas, famílias e até mesmo empresas. Ao perceber que seu funcionário esteja apresentando comportamentos inadequados, diferente do que se é praticado no cotidiano e ou esperado dentro do ambiente de trabalho, chegue até ele e ofereça ajuda antes de meramente criticá-lo e ou excluí-lo do ambiente organizacional. Encaminhe este funcionário/colaborador para o setor de Recursos Humanos de sua empresa e peça ajuda à eles, em prol de que  busquem as maneiras mais eficazes de tratamento para tais indivíduos. Todo este processo de identificar um funcionário dependente químico, conversar com o mesmo, encaminhá-lo para demais profissionais competentes que possam ajudá-lo não é uma tarefa fácil, exigirá de você líder, muita força de vontade, sensibilidade e consciência em querer de fato ajudar quem está próximo de você, porém apesar de todo esforço que deverás ter, saiba que esta missão apesar de difícil, NÃO É IMPOSSÍVEL.... E eu te pergunto: EXISTE MISSÃO IMPOSSÍVEL PARA QUEM QUER EFETIVAMENTE O BEM DO OUTRO?? Então parem de fazer “vistas grossas” para problemas que estejam muitas vezes ao seu lado e ajudem a quem esteja precisando de VOCÊ!! E seja, sincero com você mesmo, que talvez esta pessoa que possa estar precisando desta ajuda, SEJA VOCÊ MESMO!! Não se esconda atrás de seus próprios problemas, enfrenta-os, lembrando que és capaz!!!!

Forte abraço amigo leitor e que Deus os encorajem e os fortaleçam para VENCER!!

 

 Carina Almeida Ramos Medina – CRP 06/82542

Psicóloga e Neuropsicóloga.

Psicóloga Especialista em Terapia Sistêmica de Casais e Família.

Atendimento psicológico especializado para adultos, idosos e casais.



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